Publicado por: Arthur | 24 Agosto, 2009

Contagem regressiva

palavras

Encontro-me em uma situação estável, relativamente confortável, mas sozinho...

Entrei em uma super crise esta semana. Já havia comentado o caso de uma amiga que havia separado, uma morte anunciada… Estes dias, conversando com ela e um casal amigo, sobre a separação e “otras cositas más”, eles caíram sobre mim: Artur, você é um cara que só se sente bem casado, disseram. E aí o foco da estória mudou para o meu quintal.

Sim. Eu assumi que uma relação afetiva estável e significativa é importante para mim. Fundante, mas não fundamental para minha existência. A verdade é que “casado” sinto-me mais confortável, seguro. Mais feliz? Não necessariamente, visto que felicidade é constructo individual, contingencial, mas, por que não dizer que, em geral, sim…

Bem, o fato é que, para mim, o outro significativo é importante. As eternas discussões sobre carreira, sucesso profissional, amigos, família entre outros fatores como importantes para a vida de um homem choveram em nosso colóquio. Daí ficou aquela sensação de “culpa mal resolvida”: meu Deus, eles perceberam o que nem eu percebia… …valorizo demais uma relação afetiva e, de repente, é por isso a falta de sentidos em outras áreas da vida.

Fui digerindo aos poucos o “soco na boca do estômago”. Há algumas coisas sobre as quais acabei pensando… Os outros aspectos de minha vida estão relativamente bem resolvidos. Uma estabilidade angustiante, eu diria, às vezes. Mas o trabalho vai bem, é agradável e se suas atividades per si não são tão estimulantes, as discussões e o contato com os alunos o são. Adoro ser professor e isso, de fato, me energiza e me enriquece.

Família e amigos estão bem. Tenho uma boa estrutura onde consigo lidar bem com todos. Fico feliz em não ter relações de cobrança entre amigos. Claro que uma família latina sempre é permeada pela manipulação dos pais, avós, tios e etc… Mesmo que façamos TUDO, sempre os “ancestrais” da última geração nos fazem sentir a culpa por algo que ainda não fizemos. (rsrsrsrs). Acho que por esta vida em uma família multifacetada e divertida me deram a clareza de perceber seres manipuladores a quilômetros de distância!

Minha vida sempre (o)correu com muita naturalidade. As coisas nunca foram forçadas. Trabalho, emprego, amigos, relações familiares sempre foram se dando naturalmente (claro que nem sempre de forma harmoniosa), mas natural. Até minhas descobertas sexuais ocorreram de forma suave. Nenhum drama, exceto as primeiras percepções de ser um “ser diferente” e sem modelos preexistentes visíveis. Daí, quando percebo que, no portal de entrada para minha quarta década de existência, encontro-me em uma situação estável, relativamente confortável, mas sozinho, sinto o choque!

Não penso em sair na próxima passeata de “solteiros querendo namorar”. Tampouco me vejo beijando o primeiro sapo e imaginando que ele transmutará em príncipe. Mas, sem dúvida, gostaria de reencontrar o encantamento de minhas primeiras relações. A inocência dos primeiros amores. O desejo que me arrepiava como nos primeiros toques (explico: praticamente não tenho cócegas, quando sou tocado é prazeroso mas, quando sou tocado e arrepio… é ELE – rsrsrs).

A ver… A contagem regressiva para a quarta década prossegue e como dizem que a vida começa aos 40… Então…

Publicado por: Arthur | 19 Agosto, 2009

Sobre as cinzas

É curioso como uma cultura conservadora e impregnada de religiosidade como a hispânica, tenha permitido o casamento Gay na atualidade. Nem França, nem Inglaterra o fizeram…

Uma das coisas interessantes em assistir “Little Ashes” é a possibilidade de ver um momento da história onde Salvador Dalí, García Lorca e Luis Buñuel se encontram. A paixão de Lorca e Dalí é impressionante, em especial por causa da eterna negação do pintor catalão.

A cena abaixo, uma beleza, em minha opinião, mostra um beijo entre os dois artistas espanhóis. As imagens e a sensibilidade da cena são fantásticas.

Abaixo, o trailer oficial do filme:

Little Ashes

Publicado por: Arthur | 11 Agosto, 2009

Procurando um abraço

Lembrar de algumas de situações antigas me traz de volta uma das músicas mais belas que conheço de Ney Matogrosso (composta por Cazuza e Frejat)

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Consolo...

Desculpa pra um abraço ou um consolo...

Este clip está no YouTube. Infelizmente não pode ser incorporado…
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Poema
Ney Matogrosso
Composição: Cazuza / Frejat

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

Publicado por: Arthur | 10 Agosto, 2009

Por que é sábado

O que pasou...

O que pasou...

Minha última relação acabou a mais ou menos um ano atrás. Éramos amigos e ao tentarmos levar a situação para uma relação afetiva: não deu certo. O pior é que quando tentamos foi que vimos que, mesmo “amigos”, nós nos conhecíamos muito pouco. O choque de ir descobrindo o outro ao longo de momentos de mais intimidade foi crescendo e tornando a relação insustentável.

Depois do fim, tentamos manter a amizade, mas acabamos distanciando-nos e perdendo o contato quase diário que sempre tínhamos. Chegou um momento em que paramos de nos ver, paramos as ligações e creio que, por uma questão de respeito ao tempo um do outro, afastamo-nos realmente.

E na tarde de sábado, como um raio, partido do céu, ele materializa-se na minha frente. Um choque! Eu não soube bem o que fazer, o que dizer e, atônito, o acolhi em um abraço e aceitei seu beijo (no rosto). Conversamos, tempos e tempos. Relembramos os desgastes que passamos e como, pouco a pouco, fomos nos perdendo um do outro e de nós mesmos. Foi um momento catártico. Ele, uma pessoa calada, pôde se expor, enfim. Eu, extremamente racional, pude aceitar o fato de me deixar levar pelas emoções.

Nossa conclusão continua a mesma: somos amigos. Agora de forma mais difícil, pois vivemos situações que amigos, em geral, não passam. Meu gostar dele continua. De fato eu o amo realmente. Mas um amor realista, que não chega ao corpo. Mesmo assim, depois de conhecer alguém na cama, seus cheiros, gostos, os toques, algumas coisas ficam mexidas. Nem sempre é tão simples voltar a uma posição anterior. O que sobra de “lucro” da tarde de sábado é a certeza que temos condições de reinvestir na amizade. Que o afeto persiste, mas é a amizade o tom de nossa relação.

Publicado por: Arthur | 2 Agosto, 2009

Mais relações abertas…

Os terceiros...

Os terceiros...

Eu conheço apenas um casal que “abriu a relação” e nunca aparentou “estresse”. Eles têm uma relação de mais de nove anos. Um deles é comissário de bordo e viaja sempre. É claro que eles se amam muito. A relação é bastante estável e há uma boa cumplicidade entre os dois. Neste caso, eles não buscam outras pessoas. Apenas quando acontece algo, acontece de um deles ficar com alguém. Nunca falam de problemas ou crises.

Não vejo problemas em quem espera viver uma relação aberta. Mas vejo algumas questões que devem ficar sempre muito claras: a primeira diz respeito a que ambos queiram ter uma relação aberta. Se não for assim, um cai na vida e o outro costuma nem saber das loucuras do parceiro. Não há confiança, e os sentimentos devem ser meio estranhos…

Outra coisa é ter esta posição de forma clara: ok, a relação é aberta. O que pode e como pode. Acho que é este “contrato psicológico” que define a relação, seja como for ela.

Por fim, creio que qualquer relação só se sustenta se o casal se gosta realmente. Uma relação recém-iniciada não se desenvolve se for aberta… Não há tempo para conhecer o outro, para gostar e investir neste outro, já que há terceiros que vêm e vão o tempo todo (quando não há aquele terceiro que fica…). Uma relação aberta precisa de cumplicidade e confiança dos dois. Apenas quando eu tenho a certeza que meu companheiro me ama, posso compreender o desejo dele por outro corpo que não o meu, por outra história que não a minha, por outro “desejo” diferente. Se existem incertezas, inseguranças, claro que o desejo de meu parceiro por um terceiro me abala.

Lembro de quando, há muito tempo, um colega me propôs uma noite de sexo a três. Ele, o namorado e eu. O que eu, e ele, não sabíamos era que o namorado dele estava interessado em mim. A tal noite com promessas de “prazeres inusitados” foi um tremendo fiasco! O namorado me dava toda a atenção e esquecia-se dele. Eu ficava o tempo todo direcionando a conversa e os carinhos de um para o outro e tentando me esquivar da história toda. E ele, com clara raiva de mim, mantinha-se distante… Este é o caso típico das “relações abertas” que vejo por ai.

Nunca tive a necessidade de “abrir” minhas relações para terceiros. Creio que meus companheiros também não, ou teríamos conversado sobre isso. Mas não sou parâmetro para avaliação. Sou um cara estranho. Quando gosto, esqueço do mundo. Para mim existe apenas o amado e nem chego a ver outras pessoas. Além da falta de interesse nos outros, não consigo enganar alguém (acho que é um alto grau de neurose)! Lembro de situações que só a perspectiva de alguém investir em mim, durante uma relação, já me fazia contar correndo para o parceiro. Coisa de gente esquisita! (rsrsrs)

Publicado por: Arthur | 24 Julho, 2009

As relações abertas

Os terceiros...

Os terceiros...

O sonho de Carlos sempre fora morar fora do Brasil. Deixou sua cidade logo após o terminar o ensino médio (com quase 25 anos) e partiu para Madrid a convite de um conterrâneo, que morava ali já havia dois anos, trabalhando como pedreiro na construção Civil. Loiro, olhos azuis, forte pelo trabalho e Brasileiro, Carlos era um homem muito atraente para os espanhóis.

Conheceu alguns estrangeiros, namorou com alguns deles. Conseguiu um trabalho em uma construtora maior, mudou-se para Barcelona e, por mera casualidade foi parar no prédio em frente ao meu. Nunca imaginei que ele fosse brasileiro, até que o ouvi em uma “briga” com o bilheteiro da estação de metrô, sem compreender o troco, exatamente na época da mudança das Pesetas para o Euro. Carlos morava no prédio em frente ao que eu e meu companheiro morávamos. Ele alugava um quarto de uma senhora espanhola (não das mais simpáticas). Considerando nossas origens e a proximidade, Carlos começou a frequentar nossa casa e tornou-se um bom amigo.

Sentíamos muitíssimo por seu trabalho desgastante na construção civil, sempre em pequenas cidades do interior em obras intermináveis. Ele não conseguia guardar muito dinheiro, em especial porque adorava sair e ia a todas as festas gays que aconteciam na cidade. Sempre estava com um cara novo, diferente, bonito. Mas Carlos estava sempre infeliz.

Comentado que queria ir para Londres, meu companheiro o indicou para um antigo aluno seu que morava ali há muito tempo. Marcelo estava estabilizado na Inglaterra. Estudava e tinha vários trabalhos “part-time” em bares, escolas, lojas, etc. Ele gostou da possibilidade de receber Carlos e dividir seu apartamento com ele. Marcelo morava em Wimbledon, próximo a uma estação do “Tube” (metrô) e dividia um pequeno apartamento (uma antiga casa que fora dividida em quatro apartamentos) com duas brasileiras que trabalhavam como recepcionistas em eventos.

Pouco depois de Carlos chegar a Londres, Marcelo ligou para meu companheiro: estava apaixonado! Carlos era o homem de sua vida. Por seu lado Carlos dizia o mesmo. Marcelo nos convidou para o aniversário de Carlos em Londres. Era um final de semana e conseguimos um bom vôo. Ficamos hospedados na sala do apartamento e aproveitamos para flanar um pouco pela cidade (era pleno verão e as temperaturas estavam amenas, muito agradáveis). Nossos amigos viviam uma constante lua de mel.

No dia do aniversário de Carlos, Marcelo fez uma linda declaração de amor e o “pediu em casamento”. Carlos agora trabalhava em um restaurante, como garçom, e havia se adaptado bem as distantes posturas inglesas. Seu tipo físico não lhe diferenciava de um inglês qualquer, o que favorecia sua adaptação. Muitos ficavam surpresos ao saber que ele era estrangeiro.

Carlos e Marcelo viveram uma relação modelo por quase cinco anos e então, resolveram “abrir a relação”. Eles achavam que assim manteriam a cumplicidade, reacendendo a chama da paixão. Carlos me comentou que tinha regras bem claras para os terceiros: um não tinha conhecimento do “terceiro” do outro, era informado apenas que “algo havia ocorrido”; nunca saiam com um “terceiro” duas vezes e, acima de tudo, era apenas sexo!

Tudo funcionou bem nos primeiros meses, até Carlos me ligar aos prantos, falando que estava tudo acabado. Marcelo estava envolvido com um “terceiro” e ele não suportou a situação. Ia voltar ao Brasil… Depois de mais de cinco anos de relação, Carlos voltou ao Brasil arrasado. Eu já estava separado e dei-lhe o suporte que podia no momento. Hoje, Carlos voltou para Espanha, trabalha em uma construtora, não mais como pedreiro, mas organiza grupos de estrangeiros que trabalham como pedreiros, serventes, etc. Continua indo a todas as festas e diz que não quererá jamais nenhuma relação estável…

Toda esta história voltou à minha cabeça, pois meu primo, que vive uma relação estável já de quase 13 anos, ligou comentado que estava pensando em “abrir sua relação”. Qual era minha opinião? Contei-lhe a história de Carlos e dei-lhe minha opinião sincera: relação aberta, em geral, leva um (ou os dois) a conhecer alguém interessante e machucar o outro.

A meu ver, uma abrir uma relação de confiança para outras pessoas, só poderia funcionar se tudo estiver muito bem e relação tiver solidez suficiente para suportar baques. Uma relação que tem problemas e está fragilizada, se aberta, parte-se, fácil e rapidamente. Meu primo não me falou com detalhes o que tem acontecido, mas ficamos de conversar com mais calma sobre o assunto.

De qualquer forma, espero que sua solução seja a melhor possível. Eu os admiro demais e temo muito que sofram em conseqüência de um possível desgaste.

Publicado por: Arthur | 16 Julho, 2009

Um presente

Falando em dia dos namorados, vi um comercial da Aussie Bum que trata do assunto. Pena que acaba tão rápido! (rsrsrsrs)

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;)

Publicado por: Arthur | 12 Julho, 2009

Humildade

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Alegoria do milho

Dizem que é de Leonardo da Vinci… Não sei, mas achei verdadeira e linda!

Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o Céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe.

Leonardo da Vinci

Publicado por: Arthur | 10 Julho, 2009

Eterna insatisfação

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Abdicar de algumas posturas

Já comentei que tenho um amigo que sempre está preocupado com o fato de não ter um namorado. Encontrei-o há pouco tempo e o papo foi “passar o dia dos namorados sozinho”. Já faz tempo que conversamos sobre isso (estar sozinho é o chavão dele para os amigos) e, de vez em quando, acho que meu Marte fica mal aspectado com meu Mercúrio e a língua pesa…

Lembrei que ele já teve e até ainda tem pretendentes. O fato certo é que ele espera o “Príncipe”. Mas só serve se for o “Príncipe”… Sempre há senões em todos os carinhas que ele conhece. Assim, acho que por causa do Marte, acabei sendo grosseiro… Lembrei o quanto ele sempre tem dificuldades para conviver com novas pessoas. O quanto precisa olhar menos para o umbigo e mais para o mundo. O pior de tudo é que ele assume o fato! Ele compreende perfeitamente que sempre usa “desculpas” para não engatar uma relação e depois começa a reclamar de sua própria solidão (buscada!!!). Entretanto, não consegue romper com esta situação. E, claro, fiquei pensando…

Eu compreendo que o tempo (os anos) nos levam a ter mais “neuras”. Em geral dizem que o tempo nos torna mais seletivos, mas eu assumo que esta história de ser seletivo é neura mesmo! Eu, pelo menos, quando conheço alguém, e vislumbro um possível problema futuro (criatura excesso de carência, gente ultra controladora, ciumentos extremados, carinhas em armários muito fechados, etc.), começo imediatamente a avaliar benefícios e custos… Sempre os custos parecem ser enooooormes e os benefícios pouco prazerosos. Por isso acabo desistindo de muitas oportunidades de conhecer melhor algumas pessoas. Isso não implica em afastar amigos ou não oportunizar uma relação de curiosidade com o outro, mas significa a postura clara de: “relação afetiva”? Nem pensar!

E é neste ponto que pareço com ele (e aí compreendo porque dei minhas “facadas” – as tais grossuras, por causa do Marte): nos não queremos abdicar de algumas de nossas posturas. Ele não quer abdicar de seus sonhos de encontrar o “Príncipe”, sua alma gêmea e, claro, da posição de “abandonado” (que lhe rende a atenção dos amigos). Eu não quero abdicar de minha liberdade, entendida como o fato de não ter que dar satisfações a alguém. Este sempre foi um de meus maiores conflitos: “liberdade e insegurança” X “segurança e falta de liberdade” ou sejam, “voar” X “criar raízes”. Mas isso já é coisa para um outro post.

Publicado por: Arthur | 27 Junho, 2009

Onde estão os palhaços?

Cadê os palhaços?

Cadê os palhaços?

E para evitar ser deserdado e expulso de uma família hispânica e ter o passaporte espanhol confiscado, é preciso aceder a alguns típicos eventos familiares, tais como Natais, Casamentos e os fatídicos aniversários infantis…

Pois bem, hoje acabei convocado para um destes típicos aniversários de criança. Meio sem graça, comprei um presente (foi dificílimo comprar um presente para o aniversariante e nenhum para mim! Descobri que ainda vive uma criança em mim! Quis comprar todos os carrinhos “Hot Wheels” da loja…) e parti para uma versão “pool party” infantil. Minha prima, a anfitriã, já havia me informado: “Arthur, será uma festa infantil, na piscina, com brincadeiras, palhaçadas e um churrasco para os adultos!”.

Chegando à festa, o aniversariante estava já imerso na piscina com todos os convidados de sua faixa etária (pelos 7 – 8 anos). Com eles, três carinhas descamisados e sarados com shortões de banho vermelhos onde se lia “ANIMAÇÃO”, escrito em letras amarelas! Ué, cadê os palhaços, perguntei. De resposta, recebi uma gargalhada da prima. “Arthur, hoje não tem mais palhaços! São os animadores de festas infantis. Supergatos, claro, pois as mães e até alguns pais, adoram!!!”.

Encarei os saradões, brincando com um bando irascível de crianças, com todo o carinho, paciência, cuidado e pensei: preciso mudar meus conceitos, esquecer os palhaços e, com certeza, ir a mais festas infantis…

Publicado por: Arthur | 21 Junho, 2009

Mais noites de verão…

Colton Ford

Colton Ford

comentei sobre Colton Ford por aqui. Uma das coisas que me chamava atenção era o fato de ele estar casado com Blake Harper a anos!

Bom, para meu espanto, uma revista espanhola trouxe uma entrevista de Harper dizendo-se solteiro, no momento. Tive pena pelo possível fim da relação de dois dos meus ídolos ponô-gay da adolescência. E, por outro lado fiquei pensando: “ok, será que eu tenho chance?” (Gargalhadas histéricas!)

Publicado por: Arthur | 21 Junho, 2009

Crônica de uma morte anunciada

Abismo

Abismo

“No dia em que iam matá-lo, Santiago Nasar levantou-se às 5:30 da manhã para esperar o barco em que chegava o bispo”.

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Tal como García Márquez colocou no primeiro parágrafo seu famoso “Crônica de uma morte anunciada”, creio que vemos, em nosso dia-a-dia, uma série de situações que se anunciam em nosso futuro. Fiquei com esta frase na cabeça por muito tempo e ela voltou nesta última semana quando soube de duas separações de colegas da faculdade.

Final de semestre tudo fica mais complicado, mais cheio de atividades. Fora isso, ganhei uma folga inesperada e estive afastado quase duas semanas. No retorno, segunda-feira passada descobri uma colega deprimida. Conversando, ela contou-me de sua separação do marido.

Eles estavam casados a pouco mais de um ano. Na época do casamento, muitos ficaram surpresos: eles namoravam havia anos, mas o cara nunca parecia comprometido o suficiente para o casamento. Ela, em plena crise dos “pós-trinta-e-cinco”, estava desesperada para casar-se.

Algo que aprendi em minha vida com relação a casais foi: “nunca dê uma opinião se não perguntado”. Também aprendi que “nunca devo dar minha opinião sincera a alguém que quer ouvir outra coisa”. Por estas aprendizagens, nem sempre tão facilmente digeríveis, fiquei calado e imaginei o quanto ela estaria disposta a apostar em uma relação com um cara que, claramente, não tinha uma definição clara de futuro em comum… Mas, ela era do tipo decidido e decidiu que ele a quereria… Um ano depois, separação.

Também aprendi que em momentos de depressão a pior coisa que se pode fazer com alguém é o tradicional “eu te disse, eu já sabia”. A melhor, eu não tenho a menor idéia, mas opto por ser um bom ouvido e um bom ombro.

O fato é que esta situação, aliada a outra que soube depois, trouxeram-me de volta a frase de García Márquez… São tantas as vezes em nossas vidas que sabemos que estamos entrando em uma “roubada” e mesmo assim… …entramos! Que desejo, ou que carência exagerada, nos leva a esquecer da realidade e cair de cabeça em situações loucas.

Loucuras inconsequentes me lembram a adolescência. O desejo pulsante e o desconhecido me levaram, não poucas vezes, a insanidades completamente inconsequentes. Mas o tempo passa e, dizem os neuropsicólogos, o córtex pré-frontal assume cada vez mais o controle. Por outro lado, noto que quando estamos envolvidos nestas situações, não percebemos o abismo. De fora, ele é claramente visível! Por que não aceitamos a visão dos outros? Por que não nos permitimos outros pontos de vista?

É, acho que precisamos de mais desenvolvimento do córtex pré-frontal…

Publicado por: Arthur | 7 Junho, 2009

Dever de casa

Pois é… Nada como fazer o “dever de casa”!

E a Microsoft ataca de “simpatizante…
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Publicado por: Arthur | 27 Maio, 2009

Os ombros suportam o mundo

O post – O passar dos anos, lembrou-me uma poesia de Drummond:

Os ombros suportam o mundo

Os ombros suportam o mundo

Os Ombros Suportam o Mundo
Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa que venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Publicado por: Arthur | 25 Maio, 2009

O passar dos anos

Decisão

Decisão

E com uma série de pequenos desgastes, fui parando aos poucos para pensar nos meus quarenta anos. Sim, devo completar quarenta ainda este ano, no finalzinho.

Eu sempre pensei em idade como marcos para algumas coisas. Aos 15 anos eu seria maduro. Aos 19, completamente independente. Aos 21 seria, além de adulto, responsável. Aos 25, profissional. Aos 30, estaria no ápice de minha beleza, fama e fortuna. Aos 35, casado, com filhos! Aos 40… Aos quarenta estaria

Nunca me pensei aos quarenta, mas o peso desta idade, especialmente na mídia brasileira sempre me assustou. Hoje, depois de conversar com uma amiga fiquei surpreso comigo. Depois de uma conversa leve, até meio divertida, ela me comentou: “Arthur, você está sem esperança! Por que está tão seco?”. E eu caí em mim.

Já há algum tempo que tenho me sentido amargo. Nada a ver com os quarenta, mas com uma incrível falta de urgência perante a vida. Surpreendentemente tenho deixado a vida acontecer. Tenho saído do meu papel de “desejante” para outro, mais desconhecido de “esperante”. Saí da postura de caçador de sonhos, de desejos e acomodei-me a uma realidade não querida: emprego estável, produção constante, aulas, pesquisa, alunos… Amigos fiéis, namoros rápidos (não por meu desejo)… E isso tudo tem me causado um grande desconforto.

Sei que para a maioria das pessoas uma vida com a estabilidade da minha seria o sonho. Mas para mim, que sempre fui incrivelmente insatisfeito, falta algo. Falta sucesso? Não, sucesso é contingencial, vai e vem de acordo com as circunstâncias. Falta dinheiro? Acho que sempre falta (risos). Mas isso é coisa que se arranja com trabalho, herança, golpe do baú, mega sena acumulada (mais e mais risos)… Falta amor? Acho que também! Também falta amor, um amor, mas não e só isso. Faltam significados, entre eles, um outro significativo.

É… Preciso voltar aos meus dias de desejante. Preciso voltar a crer, a confiar, a ver as pessoas e a realidade como fonte de realização, de vida, de desejo! Espero que minha visão dos quarenta seja assim: inacabada, pronta para uma constante construção, de preferência com alguém muito significativo ao lado…

Publicado por: Arthur | 24 Maio, 2009

Fidelity

O post abaixo “Perdido nos sons” veio de meu encantamento pela russa Regina Spektor, quando vi seu apoio à campanha contra a “Proposição 8”.

A campanha, chamada de Courage Campaign contra a Proposição 8 solicitou de vários casais gays que enviassem um foto de suas famílias com a frase “Não nos divorcie”. A partir destas fotos, foi elaborado um vídeo com o título Fidelity. A música tema foi a de mesmo nome, cedida por Regina Spektor.

A fatídica proposta foi aprovada, mas a ação contra sua aprovação deixa uma clara mensagem através do vídeo: “Não se pode votar sobre o amor”.

O vídeo segue abaixo:

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Mais informações sobre o caso, em um breve comentário da Revista Época.

Publicado por: Arthur | 18 Maio, 2009

O congresso

Um corpo perfeito

Um corpo perfeito

Eu voltara ao Brasil havia pouco tempo. Um colega da Bahia convidou-me para apresentar parte da minha Tese em um congresso que aconteceria em Salvador. Para mim, ir a um evento assim sozinho, sem o ex-marido, era novidade. Nos sete anos de relação, eventos eram verdadeiras luas-de-mel para nos. Mas o retorno, agora solteiro, me daria a oportunidade de discutir pontos que eu gostaria de aprofundar de meu trabalho. Assim aceitei o convite parti para Salvador.

Salvador já era uma cidade conhecida. Pontos turísticos lindos, pessoal acolhedor, clima ameno em pleno mês de julho. O congresso acontecia em um hotel em Ondina e fiquei hospedado ali mesmo. Cheguei em uma tarde de terça-feira, imaginando que teria toda a noite e o dia seguinte para preparar-me para minha apresentação (apenas na quinta pela manhã).

Depois de um bom banho, desci para um café. Eram umas 17:00hs e percebi que alguns membros do congresso chegavam, faziam check in e subiam para os quartos. Perdi-me nas lembranças de meus outros eventos e só acordei para a realidade quando ele sentou a minha frente. Imagino que pareci um pouco assustado, pois ele apressou-se em desculpar-se, dizendo que imaginava que eu não me importaria em dividir a mesa, considerando que não havia outro lugar para sentar. Assenti, parando, enfim, para observar meu companheiro de mesa. Negro, corpo magro por baixo de um blazer estilo Príncipe de Gales bege, camisa azul clara e jeans.

Ele ofereceu-me pães de queijo da cestinha que acompanhava uma enorme xícara de café. Eu agradeci olhando com curiosidade para a xícara imensa, ao que ele explicou que além de adorar café, ainda não tinha almoçado. Sorri complacente e para quebrar o silêncio comentei que ele realmente devia adorar café.

Foi o que bastou para, enquanto devorava os 12 pãezinhos de queijo (contei um a um) entremeados com longos goles de café preto, ele fazer um largo discurso sobre o café, seus tipos, a arte de tirar um bom expresso, suas torras e mesclas. Fiquei curioso e atento, até porque café é algo que me encanta, mas nunca imaginara tantas complexidades numa xicarazinha de expresso. O máximo que diferenciava era um bom Illy, Lavazza, ou Segafredo das mesclas comuns vendidas nos supermercados brasileiros. Nem imaginei fazer esta observação e demonstrar minha total ignorância!

Nossa conversa continuou por bastante tempo, o que me levou a acompanhá-lo em (mais) um café, agora com uma cheesecake. Ao poucos começamos a entrar em outros assuntos. Eu sentia como se o conhecesse de muito tempo. Era fácil conversar e nos sentíamos muito à vontade na conversa. Em dado momento, olhando para o relógio ele surpreendeu-se com a hora. Passava das oito. Disse-me que não tinha nenhum compromisso, mas gostaria de tomar banho e trocar a roupa. Ok, levantei e segui com ele para o elevador.

Ele anda estava com a mala. Junto com ela, uma pasta de lona marrom, com um notebook, imaginei e uma série de pastas, cheias de documentos. Ofereci para ajudar, considerando ele estar carregado. Agradeceu e subimos no elevador. Eu estava no 5º andar e ele no 12º. Ofereci para acompanhá-lo ao quarto e depois descer para meu andar. Ele agradeceu e continuamos conversando sobre amenidades. Na verdade ele falava de seu medo de lugares fechados, incluindo elevadores!

Um corpo sem pelos

Um corpo sem pelos

Chegamos a seu andar, andamos até sua porta. Ele a abriu, entrou colocando a mala logo junto a porta, recebeu as pastas de minhas mãos, olhou-me nos olhos e disse: preciso fazer algo que gostaria de ter feito desde que te vi pela primeira vez. Não sei por que me surpreendi quando ele me beijou – acho que eu já esperava e, principalmente, desejava aquilo! Mais alto que eu, ele desceu seus lábios sobre os meus com uma doçura incrível para um homem tão másculo.

Ainda estávamos na porta do quarto e ele puxou-me para dentro. O beijo foi apenas o início. Ele me pediu desculpas pelo “ato impensado”. Ao invés de desculpá-lo, beijei-o mais uma vez. Dessa vez senti seu corpo, abracei-o por baixo do blazer, sentindo suas costas largas. Ele tirou o blazer e continuamos com os beijos. Seus lábios grossos eram suaves, macios. Ele beijou meus olhos e seguiu beijando meu pescoço e minha nuca. Aquilo dava-e uma sensação louca de prazer, arrepios no corpo e uma cócega profunda.

Pediu-me desculpas e entrou no banheiro. Continuou falando comigo enquanto tomava uma ducha. Saiu do banho enrolado em uma pequena toalha branca que fazia um contraste incrível com a cor escura de sua pele. Sentou ao meu lado na cama. Voltamos aos beijos… Eu estava fascinado com seu corpo: magro, mas com todos os músculos definidos. Seu cheiro, abaixo do aroma do sabonete era forte, másculo. Pela primeira vez estava com um homem praticamente sem pelos. Seu corpo era quase todo liso, exceto no púbis e pernas.

Minhas experiências anteriores sempre me levaram a pensar em sexo apenas como penetração. Dois homens fariam sexo finalizando com a penetração de um pelo outro. Neste caso, era diferente. Em nenhum momento pensávamos nisso. Apenas exploramos nossos corpos, sentimos nossos cheios, gostos, a textura de nossas peles, nossos pelos. O prazer era elétrico. Arrepios por todo o corpo, cócegas em cada toque. Sorrisos e gemidos se confundiam. Os orgasmos vieram. A satisfação também e junto com ela um imenso desejo de beijos e abraços.

Ficamos juntos ainda algum tempo e descemos para jantar algo. Meu quarto tinha duas camas de solteiro. Nesta primeira noite, mudei-me para o dele, com cama de casal!

Passamos a quarta-feira juntos. Na quinta ele viajou para Itabuna, voltando na sexta.

Minha apresentação foi boa, discuti diversos temas de meu trabalho e levei várias contribuições.

Encontrei-o novamente no sábado, Ficamos juntos e viajamos de volta para nossos estados.

Mantivemos contato por algum tempo, ele morava em Londrina, mas viajava constantemente. Com tempo nos perdemos, embora ainda saibamos um do outro pelos e-mails. Aquele foi um grande congresso. Ele não tem idéia, mas ajudou-me muitíssimo em um momento de grande fragilidade: meu retorno, sozinho, a uma situação que não queria reviver.

Obrigado, Roberto.

Publicado por: Arthur | 12 Maio, 2009

Amigos

Apenas bons amigos

Apenas bons amigos

E o que acontece quando um amigo se apaixona pela gente?

Por alguma razão, alguns de meus amigos já tiveram uma “queda” por mim. Em dois casos conversamos e vimos que não tinha nada a ver e a amizade continuou, até revigorada. Em um caso tentamos algo e não foi um percurso feliz…

Agora, de repente, um amigo de alguns anos teve uma crise de “paixonite” por mim! A questão é que eu o adoro – como amigo! Ele é bonito, interessante, inteligente, atraente e tem um dos corpos mais excitantes que já vi (já fiz muitas brincadeiras com ele por causa daquele corpo). Mas ele é meu amigo! Não consigo vê-lo como um possível amante. Posso até imaginar “ficar” com ele, mas nunca nada além disso. Imagino, ainda que este “ficar” poderia “desarrumar” nossa amizade e por isso nem cogito testar. Mas ele tem insistido…

E tudo começou assim, meio do nada. Ele me deu uma carona, teve um problema no carro e eu ajudei a consertar (não sei nada de carro, mas consigo trocar um fusível…). Quando entramos no carro ele falou: “Ah, como é bom ter um homem para cuidar da gente”, ao que respondi: com certeza! Precisamos arrumar um namorado para cada um. E ele veio com a pérola: “Eu poderia ser o seu e você o meu”. Depois de rir, muito, percebi que ele estava sério… E aí me toquei da história… …era uma proposta real!

O pior é que fiquei sem ação! Como simplesmente dizer que não rolaria nada sem machucar? Penso que foi isso que o incentivou a novas investidas: telefonemas, flores, cartões… E eu me fazendo de louco! Sem saber ao certo como agir, mas tentando deixar claro que ele é meu AMIGO!

Sei que preciso conversar sério. Mas cada vez que nos vemos ele está com aquela carinha de cachorro abandonado e morro de pena de partir seu coração. Sei que quanto mais demorar mais vai ser difícil e mais doloroso será para ele.

Preciso deixar de ser egoísta, assumir o meu desejo e deixar claro que continuo querendo-o como amigo. Meu querido amigo.

Publicado por: Arthur | 28 Abril, 2009

Puxando a vida da fantasia

A fantasia de retirar alguém de nossos sonhos e trazê-lo para a realidade é algo recorrente na literatura, no cinema, no teatro.

Desta vez, a publicidade mexeu um pouco mais com nosso imaginário. Ah, se fosse um “herói”…

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P.S.: dirijo um Punto…

Publicado por: Arthur | 23 Abril, 2009

Perdido nos sons

Linda!

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