
Depois de mais de dois anos, balada, outra vez!
Tem uma coisa muito gostosa nessa de sair com amigos. É o comportamento despretensioso diante do novo. Sair com namorado, com amante, com companheiro é sempre aquela coisa de dar atenção a ele. Estar com ele. Sair com os amigos é sair apenas para estar no grupo, não estar “pendente” de ninguém. Às vezes, isso é bom.
Saímos para um jantar (é… depois dos trinta a gente vai ao teatro, cinema, jantar, antes da balada! Meu Deus! Como os cabelos brancos mudam nossa maneira de olhar o mundo. Ou será que é nossa maneira de olhar o mundo que causa os cabelos brancos? Coisas para outros “posts”).
Depois de um lauto jantar, porque não continuar na balada? Legal! Vamos lá.
Eis que no meio do dancing sou encontrado por um gatinho. Nem imaginei sua idade (depois descobri que era 25 anos. (!) 25 anos!!!). Achei que aquele boy, olhando-me tanto, devia ser um aluno. Vida de professor é complexa… Onde menos a gente espera, tem gente conhecida. E o pior de tudo é, naquele lugar onde você pensava ser incógnito, seguro, acaba ouvindo um “professoooor!”. Gela a alma.
Bom, mas continuando, no meio do dancing o meu pseudoaluno, imaginava eu, num arroubo de coragem, aproxima-se e me pergunta (no ouvido, é claro), se eu não ia ficar mesmo com ele…
Depois do choque, pensei: “anos depois, ficar com alguém… …bom, vamos experienciar!”. E perguntei: – Nós já nos conhecemos? Quando que ele respondeu que não, senti o grande alívio de não cometer incesto com um aluno.
Passamos a noite juntos, dançando, beijando, abraçando… “Ficar” é um graaaande negócio para a auto-estima. Entretanto, algo me diz que nos veremos de novo. Ele pediu meu telefone, e-mail, MSN, Gtalk e todas as formas de contato. Pensei que, depois de uma “ficada” não seria adequado estender-lhe meu cartão da universidade. Então… …não resisti! Passei o número do celular.




O seu namorado nao se importa? Voces tem uma relacao aberta?
Ahhh, acabei de ler o outro post… ok, entendi!
[...] A primeira vez que saí apenas com meus amigos, após o “advento da solterice”, fui encontrado por um carinha (vamos chamá-lo de Fernando) em plena pista de dança. Apesar da diferença de idade, “ficamos”. Ele me ligou no outro dia e marcamos algo para o final de semana seguinte. [...]
Essa história de ter medo de cometer incesto com aluno é cômico.
Cuidado para não ser arrebatado por um aluno qualquer dia desses, ou pior, perder a oportunidade de estar com alguém legal simplesmente pelo fato de descartar essa possibilidade…
Abraço
Sonhador
Sonhador, é verdade!!!
Acho que é meio incesto mesmo! Dê uma olhada no post Relação professor aluno. Falo um pouco sobre isso. Alguns dos meus alunos são lindos. Havia um deles, há cerca de um ano, que ia para a aula de bermuda e tinha umas pernas… Eu adorava, mas nem me passava nada pela cabeça além de apreciar a vista.
Agora claro, né: vai que o “homem da minha vida” entra na minha sala como aluno! Não vou dispensá-lo. Vou dizer que ele abandone a disciplina e depois, o ataco!!! Rsrsrsrsrs.
Abração,
Arthur