Publicado por: Arthur | 7 Julho, 2008

Filhos… Gays?

Todas as imagens são oriundas da Internet. Caso esta imagem tenha direitos autorais, por favor, deixe-me a par deste fato.Filho gay…

Deixando de lado o (in)sucesso da modelo Isabeli Fontana e sua declarações “não” homofóbicas sobre filhos, uma das coisas que mais me espantou na relação com meu último namorado, foi o fato de ele, assim como Isabelli, não aceitar ter um filho gay. Sim. Isto me deixou mal na época. Eu sempre pensei em ter filhos. Não necessariamente com meus genes. Mas adotar poderia ser uma opção.

Conheci meu último namorado há mais de 10 anos. Sempre pensei que ele seria alguém com que eu gostaria de conviver. Durante todo este tempo, mantivemos uma amizade agradável e sempre estávamos comprometidos com alguém.

Há coisa de dois anos, ambos sozinhos, iniciamos uma “corte” que acabou em namoro e, em seguida, união. Mas o que o povo fala, fala com “expertise”… Amizades e amores são coisas distintas. Com o tempo começamos a ver que não éramos exatamente como pensávamos. Felizmente paramos antes de nos machucarmos demais.

O romance não funcionou. Hoje estamos bem como amigos. Uma amizade ainda estranha: depois de conhecer o corpo, o cheiro, o gosto do outro, voltar a ser um “bom amigo” é algo estranho, mas tem sido um aprendizado

Naquela época, como duas pessoas que estão juntas, claro que fizemos planos para o futuro. Um deles foi, um dia, ter um filho. Acordávamos em muitas coisas, mas quando citei o fato de essa criança poder ser gay ele, imediatamente, reagiu. Não aceitou de forma alguma a possibilidade. Deveria ser um garoto e completamente hétero! Fiquei chocado (e olha que pouca coisa ainda me choca hoje em dia).

Para ele, um filho gay sofreria muito e teria menos chances no mundo (mais um choque). Um garoto hétero teria tudo o que quisesse (choque acima do meu limite). Antes do golpe final (qualquer que este pudesse ser), sugeri que ele parasse para pensar um pouco e percebesse a extrema homofobia internalizada. Discutimos sobre isso ainda algumas vezes e percebi que não era meu papel mudar sua opinião. Meu papel era apenas expor a minha e respeitar sua forma de pensar.

Compreendo que ele tivesse exposto um receio pelo sofrimento do filho que ainda não teve. Mas meu choque era por perceber algo mais profundo: como para ele, ser gay, era doloroso, sofrido e mau…


Respostas

  1. Nem todo mundo lida da mesma forma com a mesma situação. Talvez pra você ser gay não tenha tido em suma sofrimento algum, e é bom no final das contas, já pra ele seria melhor se ele não fosse gay. Realmente é chocante isso, mas é questão de concepção e, apesar de chocante, devemos respeitar e não querer mudar.
    Quanto ao fato de o filho poder ser gay ou não, acho que a tendência atual e futura é não haver discriminação tão evidente que impeça de ter uma vida boa e feliz. Talvez pode ser um sonho de um garoto de 19 anos recentemente inserido nesse meio, mas eu acho que é assim sim, tanto que conheço um pai gay que tem um filho gay, tenho amigos homens héteros que sabem que sou gay, assim como familiares, etc etc, etc…
    Ah… obrigado pelo link na barra lateral! :D
    Abraços!

  2. Ste, você tem razão, cada um é cada um… O que me surpreende no caso de meu “ex” é o fato de hoje, chegando aos 40 (trinta e uns, como ele diz) e com várias relações (gays) já vividas, ainda exista tanta homofobia internalizada.


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