Minha aceitação sobre ser gay não foi tão fácil. Hoje, é muito mais simples ver modelos e poder assumir-se, mesmo sabendo que haverá alguns estranhamentos do mundo ao redor. Entretanto, a cerca de 25 anos atrás não havia modelos de homens gays bem sucedidos. Na verdade, não havia modelos!
Naquele tempo, nem o que era ser gay eu sabia! Li um post muito legal sobre a dúvida de ser ou não gay (“Seria eu gay?”). Essa era minha mesma dúvida, pois eu era incapaz de me identificar com qualquer um dos raros “gays” que conhecia… Mas, felizmente, tudo na minha vida foi sempre muito natural. E apesar de haver o sofrimento de aceitar-me diferente, consegui seguir adiante sem muitas chagas, apenas umas cicatrizezinhas que me lembram de coisas passadas.
Ao contrário de muitos, eu não acredito que “o tempo cura tudo”. Creio que o tempo fecha feridas, cicatriza nossos machucados e deixa suas marcas. Marcas que nos lembram fatos passados e como “hoje” podemos precaver-nos para não cairmos, outra vez, nas mesmas armadilhas.




Não sei se concordo em todos os aspectos com seu comentário. Que hoje a visibilidade do universo GLBT é muito maior, isso é evidente, assim como a presença de gays bem sucedidos no mercado de trabalho. Contudo, que hoje é mais fácil se assumir em vista dos diversos modelos… bem… ao meu ver, não! Os estereótipos ainda são bastante fortes, dificultando na “adequação” e na própria aceitação de si, de sua singularidade (ser, e agir de acordo com o que se sinta, sem medo e com orguho) e com a infeliz e errônea associação de homossexualidade e promiscuidade, vendo-os como equivalentes. Fora todos os outros medos e fantasias que vôce bem deve saber.
Abraço
Sonhador
Por: lereveur85 em 23 Maio, 2009
às 15:46
Oi Sonhador!
Concordo com você sobre a questão de se aceitar. Não é fácil… Menos ainda quando partimos para famílias “tradicionais”, para a questão da religiosidade, da terrível falta de informação. E aí, desse jeito, para alguém se perceber gay e achar isso simples… …realmente não dá.
Por outro lado, a informação está por aí, em todo canto. Há modelos de gays, todos os estilos, em tudo quanto é meio de comunicação. E, de repente, vejo meus alunos, lá pelos 20, 25 anos, assumidos, orgulhosos do que são e de como são!
Para minha geração, há vinte e cinco anos atrás, as coisas não eram nada simples. Eu nunca tinha visto ou conversado com um cara gay. Para mim, gay era uma travesti. Imagina!!!
Alguém já disse que “é mais fácil mudar o que está dentro (para nós mesmos) do que o que está fora (mostrar para os outros)”. Concordo. Os armários eram mais confortáveis há vinte e cinco anos. Mas hoje, ainda o são: para muita gente!
Abração,
Arthur
Por: Arthur em 24 Maio, 2009
às 21:48