Publicado por: Arthur | 13 Julho, 2008

Outras vezes… …primeiras vezes.

Todas as imagens são oriundas da Internet. Caso esta imagem tenha direitos autorais, por favor, deixe-me a par deste fato.

Depois daqueles beijos, eu liguei para ele meio apavorado e meio excitado. Queria vê-lo uma vez mais e isso foi o que me deu a coragem de ligar. Eu não sabia ao certo se para ele havia sido tão interessante “ficar” comigo.

Fora o meu primeiro beijo em um homem e isso eu tampouco lhe havia dito. Para mim, ele sempre seria “especial”, mas o que eu seria para ele?

Apesar de minha pouca idade e pouquíssimas experiência (todas com mulheres) eu já havia percebido que causava um “bom efeito” em minha “dupla”. As mulheres sempre queriam ver-me outra vez, continuar o contato, estar comigo. Sentia-me relativamente seguro com mulheres. Mas agora a situação era outra… Era um homem e não tinha idéia de como agir.

Deveria ser gentil como com uma mulher? Deveria agir como se fosse um amigo, tratá-lo de “cara” e chamá-lo para um bar? Ademais, e se tivesse sido apenas a coisa de uma noite? Para ele eu era um cara com o qual ele tinha ficado, beijado, feito e recebido carinhos, mas nada me garantia que eu o marcara como ele a mim.

Naquele tempo eu era corajoso: o mundo era meu! E essa força, aliada ao desejo de tê-lo, guiaram meu dedos no telefone. Resolvi que se eu estava interessado deveria agir com o respeito e o desatino que a sedução exigia… Apesar de ser um ELE, era o “objeto” de meu desejo, tal como as namoradas o haviam sido.

Ele atendeu, falamos de amenidades sobre a noite e o amigo em comum e quando lhe sugeri sairmos juntos, ele, de pronto, aceitou. Vi estrelas de felicidade. Acertamos que o buscaria em casa (claro! Eu precisava de algum tipo de domínio da situação, mesmo que fosse a tarefa mecânica de dirigir!).

No dia e hora marcados (uma sexta-feira, às 20:00hs, em ponto), passei para pegá-lo. Ele já estava pronto, lindo e tinha um cheiro delicioso que me inundou as narinas tão logo ele entrou no carro.

Nosso primeiro impasse: aonde vamos? Eu nem tinha imaginado um plano, tal era minha excitação. Ele sugeriu um bar que conhecia e era próximo a sua casa. Tinha uma ótima vista da cidade e era um espaço “liberal”. Fomos.

O bar era discreto e gostoso. Era cedo e ficamos em uma mesa de canto, bastante discreta. Ele bebia cerveja, mas eu nunca gostei do sabor ou do hálito da cerveja. Comentando isso com ele, pedimos martinis doces (bebidas de moça, depois ele me disse).

Comemos algo que não lembro e conversamos sobre nós. Pela primeira vez notei que ele estava, de fato, interessado em mim. Acho que minha opção pela sedução e cuidado, foi acertada, pois ele derretia-se com meus gestos galantes. Ele me propôs sairmos e irmos a um outro lugar. Aceitei de imediato, com um certo medo. Não tinha idéia do que podia acontecer.

No carro, nos beijamos e quando percebemos, o tempo havia passado com uma velocidade incrível. Nossos beijos ficaram mais intensos e os carinhos mais íntimos.

Percebi que estava sem camisa e com o jeans aberto quando senti o suor dele pingando no meu peito. Acho que apenas deixamos acontecer…

Lembro de sentir, pela primeira vez, o cheiro do sexo de outro homem. Seu toque, a pele, os pêlos, molhados pelo suor. Senti a aspereza da barba no meu pescoço, no meu peito. O cheiro de seu corpo e seu toque gentil, mas forte.

Notei que ele chegou ao orgasmo quando senti a umidade em meu abdome. Olhei-o e seus olhos estavam fechados. Sua boca entreaberta, foi uma das visões mais sensuais que tive na vida. Gozei naquele momento, num misto de excitação, prazer, surpresa e medo.


Respostas

  1. Minha primeira vez não foi tão bonita. Foi tudo muito desajeitado. Gostei do seu Blog, vou passar por aqui outras vezes.

  2. Oi Raul. Fique à vontade para participar sempre que desejar. Você é bem vindo.

  3. Outro delicioso post. :-)

  4. Oi “Roque”! Senti sua falta. Apareça mais vezes.

  5. [...] tinha na época 20 anos. Apesar de já ter saído com um homem, eu nunca havia “namorado” com um. Era uma experiência que esperava há muito, mas não tinha [...]

  6. Ok! ok! ok! Porque a minha primeira vez não foi algo parecido?? Snif, snif (risos). Minha primeira vez eu não gosto nem de lembrar…

    “Naquele tempo eu era corajoso: o mundo era meu! ” – Preciso me apropriar dessa idéia!

    Abraços
    Sonhador

  7. Ahhhh Sonhador, o gostoso da história foi o fato de ser inesperado! Eu o queria, mas não imaginava que seria assim, no carro, urgente! Foi muito gostoso. Até hoje não me esqueço de seu rosto durante o orgasmo – parecia brilhar! Coisas de adolecentes, cheios de desejos e hormônios.

    Quanto a apropriar-se de “o mundo era meu”, lhe repito o que disse no comentário de um post do “Blog do Diego”:

    Seu comentário sobre o seriado “One tree Hill” me lembra um filme que assisti há muito tempo: Entre amigos (Love! Valour! Compassion! 1997). Nele vários amigos gays se reúnem na casa de um deles para o fim de semana. Praticamente todos estão na faixa dos 40. Entretanto, um deles, o mais jovem, Ramón, um bailarino (perfeito) ainda está na faixa dos 20 e poucos anos. Em um dado momento, Ramón expressa exatamente o que o que você comenta. Ele fala algo sobre ser jovem, ser invencível, ser inatingível… Como o filme se passa exatamente na época do “boom” da SIDA, o tema é recorrente. Para Ramón, nada o atingiria, nem mesmo o vírus…

    Quando a gente é jovem, a coragem é mediadora do comportamento. O freio inibitório social ainda não está completamente instalado. O mundo é nosso sim!

    Bom, na verdade acho que o mundo é sempre nosso. Basta encontrar as pessoas que nos lembrem disso.

    Abração,

    Arthur

    P.S.: Você precisa me falar dessa coisa de não ter tido uma boa primeira vez! :)


Deixe uma resposta

Sua resposta:

Categorias