
Lendo algumas coisas e conversando com um amigo sobre as carências dele de estar com alguém importante e significativo, fiquei pensando (sempre pensando…!). Pensei se nos realmente queremos este alguém significativo… Será?
Respondendo por meu amigo e pelo que conversamos: ele quer sim alguém, mas alguém que seja um “tudo”, o príncipe encantado de fato, com espada em riste (es-pa-da! De metal, para defender!), braços calorosos e peito aberto para recebê-lo. Em compensação, muitos dos possíveis pretendentes que ele tem, ele rejeita facilmente.
Seja porque um não é atraente, ou porque outro não é intelectualmente estimulante, ou, ainda, porque alguns são exóticos demais em sua aparência (ok, um tem cabelo verde – com quase 40 anos – e outro tem todo o torso coberto de tatoos). Fora o cabelo verde, que eu particularmente também acho por demais esdrúxulo, as tatoos de um são excitantes. O pretendente que não é atraente é incrivelmente sedutor, sensual e louco por ele. O carinha que tem pouco assunto compensa sua falta de fala com excesso de atrativos físicos: tem o corpo de um deus grego. Claro que tudo isso ficaria bem melhor junto, no mesmo corpo, (exceto o cabelo verde! Ok, estou exagerando na coloração do cabelo, mas além de verde não uma das minhas cores favoritas – prefiro verde no mato – aquele cabelo esverdeado me desconcentraria na hora de um beijo ou quaisquer outras intimidades).
O que me parece, é que ele deveria estar soltando fogos (quatro pretendentes!!!! E eu aqui sem nenhum!?). Mas, na verdade, será que ele realmente quer uma relação de fato? O que sempre perguntei a ele é: porque SEMPRE há desculpas para não iniciar uma relação afetiva com alguém? Ele já teve um namorado, cuja relação durou uns bons três anos, mas depois, mesmo do período do oba-oba, nunca mais houve nenhum interesse genuíno por ninguém…
Já conversamos outras vezes sobre o fato de ninguém nunca ser interessante para ele. Ele fala que não estaria disposto a abrir mão de muitas coisas por alguém que não fosse, definitivamente, “o cara”. E por isso, até “o cara” chegar (sim “chegar”, cair de pára-quedas na varanda do ap dele), ele não inicia relacionamentos com ninguém, exceto situações casuais, e ficadas freqüentes.
Lembro do que escrevi para meu último namorado, quando estávamos começando e eu, bobo de paixão, imaginava se ele queria ou não algumas coisa além de umas noites. Escrevi que, para mim, um relacionamento era uma “coisa séria”. Tinha um ontem, um hoje e, principalmente, teria um amanhã. Algo com um eu, um você, mas também com um nós… E como é sempre difícil chegar a este “nós”. Fomos meio que obrigados, a vida inteira, a vivermos vidas que não são muito nossas. De repente, quando chega o momento em que nos julgamos “donos de nossos próprios narizes”, com nossos vinte e tantos, trinta anos, vamos precisar abrir mão de coisas nossas em favor de um outro? Será que isto é justo para nos? Ser “dois” é complicado…
Sei que meu amigo ficou ruminando algumas de minhas palavras. Ele sabe que o príncipe não deve cair de pára-quedas na varanda (o coitado não conseguiria acertar aquela varandinha minúscula). Entretanto, ele não está muito disponível a fazer esforços e, menos ainda, a se abrir para outros (sem cabelos verdes, claro) e experienciar um possível e interessante encontro de dois sujeitos.
Assim…




Prá falar a verdade, eu acho que hoje pouca gente está interessada em relação séria. Acho que a maioria está mais a fim de ficar com alguém, aproveitar o momento e, se rolar, outros encontros. Ninguém tá muito a fim de morar junto, casar, etc. Ninguém tá muito interessado em perder um pouco de individualidade para se dedicar a uma relação, mas todo mundo diz que precisa de uma cara-metade. Nun sei naum…
Ei cara, muito bom o seu Blog! Sobre isso de ter relação séria eu acho que a maioria tem interesse sim, mas como seu amigo: esperamos “o cara”. E como “o cara” não vem, a gente fica nas relações meia-bomba. Eu quero ter alguém, mas é complicado isso de relação. Nem sempre um que o que o outro quer. Se não tiver maturidade a coisa acaba não rolando bem e todo mundo sai machucado. Eu vivo uns namoros de vez em quando e são bem satisfatórios. Mas sei que o “meu cara” ainda não apareceu. Por enquanto vou tentando ver se uns caras que aparecem viram o “meu”. Abraço e parabéns pelo Blog.
Raul, eu acho que tem gente querendo “coisa séria” sim. Mas acho que como “coisa séria” dá muito trabalho, a maioria fica nessa de ficar. Agora, sem dúvida, que todo mundo aproveita os momentos enquanto nada sério aparece, isso com certeza, amigo. Abraço!
Oi Rafael! Concordo com você que relação é “troço sério”. O que falo é que, tal como você comenta no fim do seu comentário: vale a pena estar aberto para “uns caras” e ver se algum deles, depois de descoberto, passa a ser o “nosso cara”. Obrigado pela atenção e vamos “conversar” mais.
sou casada com uma mulher a 9 anos e vivemos uma ótima relação,com alegrias e tristezas,desentendimentos e harmonia,mas sempre buscando trilhar caminhos juntas,e enfrentando todos os preconceitos próprios de uma sociedade machista e torturadora.mas como diz o poeta`tudo vale a pena se a alma não é pequena….abraços e muita sorte a voces
Oi Luciane! Bem vinda! Que legal vocês manterem uma relação por tanto tempo. Na verdade vivi duas relações importantes. Uma delas, a mais significativa, foi por sete anos e acabou de forma meio estranha. Gosto da vida de casado. Gosto do compartilhar, do estar junto, do poder contar com o Outro. Volte mais vezes para “conversar”. Abração!