
Nossa primeira noite foi divertida, sensual e muito gostosa.
Eu tinha na época 20 anos. Apesar de já ter saído com um homem, eu nunca havia “namorado” com um. Era uma experiência que esperava há muito, mas não tinha nenhuma expectativa em relação a nenhum dos meus conhecidos.
Um amigo me propôs conhecer alguém. Era um cara que ele conhecia há muito tempo e que ele tinha a certeza que seria o cara perfeito para mim. Já que eu estava à toa, mesmo, aceitei ir ao tal encontro.
No meio de uma danceteria conheci meu pretendente. Era simpático, bonito e um pouco enjoado (pensei). Conversamos e como ambos sabíamos que éramos “os prometidos”, aceitamos o fato e “ficamos”.
A “ficada” foi ótima. Trocamos telefones e, no dia seguinte, um domingo, nos ligamos e marcamos uma praia. Ele foi com a irmã e uma prima (as quais eu seria apresentado – brrrrrr). Fui com o amigo cupido, no final da manhã, apenas para marcar a presença.
Encontramo-nos na praia e conheci a possível cunhada e a prima. Tudo light. Subi com ele para um restaurante, para conversar melhor. Sentamos juntos e por baixo da mesa, ele tocava em minha coxa. Senti algo indescritível, diferente, completamente novo. Um choque que percorria todo o meu corpo. Para mim, que nunca havia sentido algo assim, era algo delicioso e extremamente excitante, além de muito perigoso para dois homens de sunga.
Saímos da praia com compromisso para a noite.
Saímos! Saída rápida, só a tempo de voltar para a casa dele (que estava só em casa).
Ficamos juntos toda a noite. Namoramos e decidimos ter nossa primeira experiência sexual. Ele ainda não sabia, mas apesar já ter estado com homens, toda a minha experiência com eles resumia-se a masturbação a dois e sexo oral. Na verdade, eu também não sabia, que o mesmo se passava com ele…
Nossa primeira noite foi divertida, sensual e muito gostosa. Divertida pela quantidade de marcas que um fez no corpo do outro. Até compreendermos o que era um gemido de prazer ou de dor, sofremos um bocadinho.
Com toda a calma que nunca imaginei ter aos 20 anos, passamos dos beijos leves aos ardentes. Destes aos apaixonados e daí para a exploração de nossos corpos. Descobrimos pontos que nunca imaginávamos ter prazer como a palma das mãos, o antebraço, axilas, couro cabeludo… Era delicioso aquele momento de dar e receber prazer descobrindo pontos antes jamais percebidos, num compartilhar de momentos cíclicos de dar e receber.
Não tínhamos idéia da existência de um lubrificante e naquela época, apesar das intensas campanhas, o preservativo não era um companheiro fiel. A penetração se deu de forma meio atrapalhada e sem os cuidados que poderia ter. Mesmo assim, foi delicioso sentir-me completamente dentro de um homem. A sensação de fusão, completude e intimidade era total. Tinha medo de mover-me e machucá-lo. Passamos a ser cuidadosos e buscamos, mesmo em uma posição pouco confortável, o abraço e o beijo.
Hoje me pergunto como aquilo aconteceu de forma tão leve, tão suave, sem a rapidez, a ansiedade e o atropelo, inerentes à inexperiência juvenil. Apesar da inexperiência, acho que nosso romantismo e cuidado um com o outro nos permitiu uma situação de calma e leveza, onde o carinho no corpo um do outro era mais importante que movimentos frenéticos em busca do orgasmo.
Mesmo unidos, continuamos nosso carinho. Meu orgasmo veio forte e muito intenso. Ele me olhava… Beijamo-nos e o auxiliei a chegar ao gozo. Pude ouvi-lo gemer, pela primeira vez presenciando sua explosão. Ficamos juntos muito tempo, abraçados em sua cama.




Sua descrição é tão perfeita que parece meio fantasiosa. Rogo para que sua realidade se mantenha leve, como você aparenta. Agradeça ao universo por momentos tão ternos quanto este.
Por: Lico em 31 Agosto, 2008
às 17:50
Lico, depois que escrevo e leio, às vezes penso se parte não é fruto da imaginação. Na verdade, não… As lembranças são reais. Claro que me aconteceram coisas pesadas e desagradáveis. Mas, chegando quase aos 40, estou me propondo relembrar os bons momentos dos 20. A ver se eles se repetem e agora são mais intensos. Apareça mais vezes!
Por: Arthur em 31 Agosto, 2008
às 23:16
Adorei, como sempre.
Por: Roque Santeiro em 5 Setembro, 2008
às 3:57
Oi “Roque”. Bom saber de você por aqui. Abraço!
Por: Arthur em 6 Setembro, 2008
às 21:22
[...] com a beleza daquela cena. Até então eu nunca havia me apaixonado por um homem. Já tinha namorado, e curtido um amor platônico por um professor, mas nunca havia sentido tamanha atração por um [...]
Por: A casa « Voluntas em 30 Março, 2009
às 0:15