
Há sendidos na vida...
Quando adolescente eu sempre pensava que um dia chegaria a conhecer o “homem” perfeito para minha vida e para mim. Sonhava não apenas com o “Príncipe Encantado”, mas com aquele homem ideal. Com o tempo comecei a perceber que a perfeição era, na verdade, uma fantasia. Nada era perfeito em meu mundo, mundo menos as pessoas.
Todos os homens que conheci e todos os poucos com os quais me relacionei de forma mais próxima, mais íntima, eram terrivelmente imperfeitos. Todos eram diversos e totalmente diferentes de meus ideais e, talvez, por isso mesmo, tão interessantes. Todos foram intensos em seu momento e sem nenhuma dúvida, todos mereceram ser amados.
Sem exceção, todos tinham defeitos e virtudes que os tornavam únicos. Foram meus e fui deles completamente, em seu devido tempo. Do mais fugaz, ao mais profundo dos relacionamentos, pude conhecer algo que foi nosso e único.
Estive lendo Viktor Frankl. Há sentidos na vida…
Se todos os homens fossem perfeitos, então qualquer indivíduo poderia ser trocado por qualquer outro. Da própria imperfeição humana segue a indispensabilidade e a impossibilidade de substituição dos indivíduos.
Viktor Frankl




Eu me relaciono há quase 6 anos com um homem imperfeito, e a aceitação da imperfeição que torna o relacionamento perfeito.
Por: Passageiro em 14 Setembro, 2008
às 13:18
São essas imperfeições perceptíveis que me atraem. Lembro que um antigo companheiro, com o qual dividi sete anos de nossas vidas, tinha o hábito de exigir ficar sozinho quando estava amedrontado. Entretanto, se eu o deixasse sozinho, ele ficava insano de raiva e sentia-se abandonado, o que piorava seus medos… Então, sempre que ele me expulsava do quarto, eu o “convencia” que deveria ficar, “por se ele precisasse de algo”. Só assim ele se acalmava e relaxava. Certas coisas loucas só conseguimos compreender aos poucos e se nos abrimos, de fato, para o outro. São estas pequenas coisas, estes teatros improvisados, esta compreensão íntima do outro que os torna “nossos”.
Por: Arthur em 14 Setembro, 2008
às 14:32