
Macho man!
Neste final de semana começaram as festinhas de final de ano.
Uma amiga alugou-me no sábado para uma festa de seu trabalho. Segundo ela, a principal função de um amigo gay é ser um acompanhante decorativo nas festas e confraternizações das amigas solteiras. Resignado, fui.
Não posso negar que a festa, em um buffet chique, foi divertida, farta e com um final, no mínimo, curioso.
Eu conhecia algumas pessoas na festa. A maioria professores com os quais acabamos cruzando em faculdades, bancas, congressos, etc. Entre eles, um em especial, com o qual sempre eu conversava e do qual recebi uma série de insinuações de duplo sentido. (Não nego que foi divertido)…
Bom, minha vítima (ou seria meu predador?) estava sozinho e acabou sentando em nossa mesa e puxando todos os assuntos possíveis com minha amiga (já enjoada) e comigo. Em tempos de lei seca, não saio mais de carro a noite. Não bebo muito, mas sempre tomo duas ou três taças de vinho (a não ser quando estou deprimido que são sempre duas ou três garrafas). Assim, estávamos de táxi e ele, de carro. Como bom cavalheiro, ofereceu-se gentilmente para deixar-nos em casa. Aceitamos.
Deixamos minha amiga e no caminho de minha casa, ele perguntou se eu não gostaria de ir a outro lugar com ele. Considerando minha curiosidade pelo comportamento sedutor de sempre, aceitei (não sem pensar: “Arthur, o que você está fazendo”?). Fomos parar em um motel. “Meu Deus, há quanto tempo eu não entrava em um motel!!!”.
Ele é um homem bastante interessante. Corpo proporcional, pelos na medida certa, um cheiro gostoso e uma pele macia ao toque. Beijar sempre foi uma de minhas atividades preferidas. E com ele o beijo era agradável, embora rápido. Tenho uma intensa fixação por cheiros, o que me leva a explorar sempre o corpo do outro. E foi isso o que causou a primeira estranheza. Explorava seu corpo, com toques, carícias, beijos, quando ele me puxa e dirigindo minha mão para o seu sexo fala “Você é muito lento: pega logo aqui”. Fato estranho e pouco cortês para quem está apenas recebendo carinho, mas aceitei a crítica de forma construtiva, nem todos têm o hábito de apreciar o toque, o carinho. Muitos são mais genitais.
Manipulando-o como ele me orientou, voltei ao beijo e ao carinho em seu rosto e peito. Neste momento, deu-se a mais inusitada situação de minha vida sexual (wow!!!). O cara, simplesmente dá-me um tapa no rosto, puxa-me pelo cabelo e, empurrando minha cabeça na direção de sua virilha, diz entre dentes: “vou fazer de você a minha putinha e encher tua cara de porra”.
Agora tenho verdadeiras crises de riso ao lembrar da cena, das palavras e, principalmente, da voz com a qual o dito cujo proferiu sua pretensa sedução. Mas naquela hora, um gelo percorreu-me o corpo. Levantei-me de imediato e lançando-lhe meu típico olhar de indignação, chocado, disse-lhe que não gostava de levar tapas. O desenrolar da história foi tragicômica, com ele fazendo um escândalo e chamando-me de neurótico, louco e abandonando-me à minha própria sorte no quarto.
Resumo da ópera: chamei um táxi e fui dormir em casa. Esperando ansioso pelas 10:00 horas do dia seguinte, quando poderia para ligar para todos os conhecidos e falar da aventura com meu “matcho” dominador.
De fato, já estive em inúmeras situações inusitadas. Já realizei praticamente todas as minhas fantasias eróticas, mas nunca, nunca, imaginei uma situação como esta. Ok, realmente acho que meu maior engano foi o fato de eu não imaginar que um homem teoricamente elegante esério tivesse estes arroubos dignos de filmes XXX na cama. Em um casal, com histórico de confiança e intimidade, acho que pode caber tudo. Mas no primeiro contato com alguém que você conhece e com o qual já tem uma relação social…
A pergunta de meus amigos que não quis calar foi “Arthur, será que ele te achou com cara de putinha mesmo e por isso te atacou?”. E eu que me julgava uma criatura comum…




AI, ARTHUR… SINCERAMENTE, ESSE CARA DEVE SER NOJENTO. QUANDO LIA SEU POST, LOGO DEPOIS DO TAPA EU ACHEI QUE ELE IRIA RAPIDAMENTE PEDIR DESCULPAS, NÃO TER UM CHILIQUE. NUNCA PASSEI POR ISSO, MAS NÃO SEI O QUE ACONTECERIA, DE REPENTE ATÉ UMA BRIGA FÍSICA. IMAGINE, UM QUALQUER ME DAR UM TAPA! NEM SONHE! POR TUDO QUE DESCREVEU, PUTINHA É ELE. QUE NÃO SABE BEIJAR, NEM SER CARINHOSO, SÓ DEVE SABER FODER, E BEM MAL. JÁ IMAGINOU EM COMO AGIRÁ SE REENCONTRÁ-LO?
Por: MARCUS em 3 Dezembro, 2008
às 18:06
Cara! Que aventura! Tenho horror a violência. Sempre que estou com alguém deixo claro que os tapinhas, empurrõzinhos, batidinhas, etc., não são bem vindos. Acho que sexo deve ser com carinho, afeto. Tapinha, mesmo que de brincadeira, não rola. Acho um horror!.Tô fora!
Por: Raoul em 3 Dezembro, 2008
às 22:35
Que sorte que ele nao era mais violento! A gente ouve estorias de pessoas que encontram alguem e acabam percebendo que a pessoa eh psicopata.
Por: Roque Santeiro em 4 Dezembro, 2008
às 9:47
Marcus, eu nunca me imaginei em uma situação como aquela.
Já vi este tipo de coisa em filme pornô, mas não havia nenhum acordo explícito ou implícito com o cara que o levasse a crer que nossa relação descambaria para tal lado…
O problema é que eu sou do tipo romântico… Gosto do beijo, do abraço do estar junto e curtir o outro.
Acho que meu maior choque foi ver que um cara, com o qual já me relacionava socialmente, quis me colocar em um papel que não era meu! O choque não foi o tapa, a grosseria (na hora), mas sim ser jogado por alguém em uma situação da qual eu não fazia parte e ser obrigado a participar…
Por: Arthur em 4 Dezembro, 2008
às 13:04
Ah, quando o encontrar, se conseguir segurar o riso, vou tratá-lo naturalmente. Como se nada tivesse acontecido!
Por: Arthur em 4 Dezembro, 2008
às 13:06
Raoul, também não me afino com grosseria ou agressividade na cama… Prefiro o carinho, o cuidado, a atenção. Mas a gente nem imagina o que passa pela cabeça dos outros, quando estamos sós, entre quatro paredes!
Por: Arthur em 4 Dezembro, 2008
às 13:10
Sim, Roque, foi uma sorte! Felizmente ele ficou no chilique e saiu do quarto indignado. Eu imagino como eu não agiria se ele partisse para a violência de fato… Felizmente, tudo acabou, e terminei a noite com minha crise de riso.
Por: Arthur em 4 Dezembro, 2008
às 13:13
Gente, fiquei passado com a sua história. Confesso que caminho entre dois extremos no que diz respeito ao comportamente na cama. Mas não tenha dúvidas que ficaria extremamente indignado se alguém me chamasse de putinha. Que coisa horrível.
Por: Marcos Freitas em 4 Dezembro, 2008
às 15:56
Oi Marcos! A situação foi louca e cômica. Como já falei, com intimidade e confiança a gente entende e aceita. Com alguém com o qual se tem história e sentimento, a gente se permite assumir papéis e realizar aquelas fantasias do outro que não têm a ver conosco. Mas com uma pessoa, cuja relação é apenas social, distante e formal… É no mínimo estranho…
Por: Arthur em 5 Dezembro, 2008
às 9:26
[...] de seminário em seminário, acabei reencontrado meu colega de profissão que me fez passar por uma situação “emocionante”. Por isso me lembrei de um vídeo que tinha visto a um [...]
Por: Férias? « Voluntas em 22 Janeiro, 2009
às 22:56