Publicado por: Arthur | 25 Janeiro, 2009

Doce desejo

Doce desejo

Doce desejo

O que nos faz sentir-nos atraídos por alguém? Que características físicas ou comportamentos nos fazem cair de amores? Eu penso nisso há muito tempo.

Se penso sobre o tipo de homem que me atai é fácil: sinto-me atraído por homens com jeito de homens. Bom, homens com pelos, barbas, bigodes, rostos com ângulos mais retos, etc. Se penso no que me faz sair uma segunda vez com um homem, lembro sempre que é um bom senso de humor, a atenção e o cuidado comigo e com as situações.

Mas será que é isso que me faria apaixonar-me por alguém? Não sei… O tipo “bom moço” é o meu sonho de consumo, mas assumo que este tipo ta meio em falta… …os que existem já estão bem enrolados por alguém. E, exatamente por serem “bons moços”, dificilmente estariam interessados em uma segunda opção: “eu”. Mesmo em busca de um “bom moço” muitas das minhas paixões (não necessariamente relações) foram por tipos “cafajestes”. A maioria deles tinha apenas o tipão de cafa, mas eram doces e ótimas pessoas. Alguns poucos seguiram a tipologia ao pé da letra e foram cafas reais, puros (que horror!).

Mas todas estas elucubrações se dão por causa de um homem que conheci há um tempo no trabalho. Baixo, moreno, olhos negros, magro… Nada disso me atraia! Ok, tinha os cabelos levemente grisalhos, o que é um perigo para mim. Com o tempo, fomos ficando próximos, trabalhando em alguns projetos e hoje o percebo como um homem belo!

Sério, ético, cuidadoso… Interessante e atraente. Ele vive uma relação já há algum tempo. E isso me faz afastar-me com verdadeiro pavor de perturbá-lo. Sou incapaz de investir em alguém com um compromisso. Tenho medo de desestabilizar qualquer relação preexistente. Sei que se a relação se desestabiliza é porque não existe segurança… Mas sinto desconfortável na posição de “destruidor de lares”.

E fico assim, meio que encantado, meio que desejoso. Com um agradável calor dentro do peito. Nenhuma paixão platônica (já vivi dessas e sei reconhecer de longe uma), apenas um leve querer, um doce desejo.


Respostas

  1. Eu tenho o péssimo hábito (não sei se péssimo ou bom) de me aproximar de alguém que me atrai, mas nunca tenho coragem de mostrar todas as intenções. O tempo passa e surge uma amizade entre nós e aí que eu realmente não consigo fazer nada porque ser amigo é como ser irmão. E o desejo que existia, acaba.
    Às vezes, prefiro manter a distância para que o desejo continue.

  2. Eu tenho cabelos levemente grisalhos! ;-)

  3. Oi Cohen,

    Quando o sinal está verde (vítima livre e desimpedida), me aproximo e com bom humor (para evitar um desgaste de rejeição nua e crua), vou atacando a vítima cautelosamente. Se recebo uma rejeição de cara, avalio se vale a pena ficar na amizade, ou se é melhor desaparecer do mapa para não me envolver e sofrer. Mesmo assim, alguns amigos vejo puramente como irmãos, qualquer coisa é incesto. Entretanto… Duas de minhas relações mais significativas (uma de sete anos e outra de pouco mais de um ano) começaram como colegas, evoluíram para a amizade e uma delas descambou para uma paixão cega, um louco amor (sete anos). A outra quase chegou lá, mas continuou na amizade e, no fim, numa relação meio estranha que ainda não tenho como definir… É a vida.

  4. Huuuuummmm Rooooqueeeee…

    Bom saber desta característica de grande significado para mim! ;)

    Abração!

    Arthur


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